A Universidade Federal do Rio de Janeiro lançou uma ideia para aproveitar melhor esse Sol generoso que o Brasil tem praticamente o ano todo.

Em um país onde até o inverno é quente e ensolarado, o aproveitamento da energia solar permanece no escuro: o Sol responde hoje por apenas 0,01% de toda a energia do Brasil. Uma realidade que incomodou a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nesta terça-feira (18) foi inaugurado no campus da Ilha do Fundão o maior estacionamento solar do Brasil.

Do lado de cima do estacionamento, a imagem mais parece a de uma usina solar capaz de gerar energia suficiente para 70 residências. Do lado de baixo, uma sombrinha, porque ninguém é de ferro. O estacionamento que pode proteger até 65 veículos ao mesmo tempo do calor do Sol é o mesmo que vai permitir uma economia de R$ 63 mil por ano na conta de luz da universidade.

Todo o sol que bate no telhado vira energia que abastece imediatamente o campus da UFRJ. Quando isso acontece, a universidade não precisa comprar energia da distribuidora local.

“A gente se sente embaixo de uma modernidade. De uma coisa que significa um avanço, uma melhoria”, disse o engenheiro civil Eduardo Paiva.

As placas solares são japonesas. A estrutura onde elas ficam é alemã. E os carrinhos elétricos que começam a circular pelo campus são chineses. Brasileira, lá, só a ideia de financiar tudo isso com dinheiro de imposto.

A universidade recebeu sinal verde do governo do estado para usar todo o dinheiro do IMCS que pagaria na conta de luz em projetos sustentáveis no campus. São aproximadamente R$ 14 milhões por ano.

“Sendo aqui a cidade universitária, mas tem números equivalente a uma cidade média. É um exemplo do que pode ser feito se a gente usar adequadamente os nossos impostos”, afirmou Suzana Kahn, coordenadora executiva do Fundo Verde UFRJ

Até o início do ano que vem, outro telhado solar será instalado no hospital pediátrico da UFRJ com o dobro da capacidade de geração de energia do estacionamento. É mais sol brilhando no lugar certo.

“É saber que você está utilizando, está sendo beneficiado e ainda está gerando energia. Aí é tudo de bom. Aí é muito legal”, disse a estudante Josina do Nascimento.

Globo

Volver