Investigadores de la Universidad Federal de Río de Janeiro (UFRJ) lograron develar la secuencia del genoma del virus zika y encontraron más pruebas de que la enfermedad está relacionada con casos de microcefalia, una malformación en la que el bebé nace con el cráneo de menor tamaño al normal y sufre daños neurológicos y cognitivos.

El anuncio se hizo por el Laboratorio de Virología Molecular, que analizó el virus detectado en el líquido amniótico extraído a mujeres embarazadas de Campina Grande, en el estado nordestal de Paraíba. Al secuenciar el genoma del virus, los científicos identificaron el orden completo de sus informaciones genéticas, un paso fundamental para comprender cómo el zika actúa en el cuerpo humano y para desarrollar vacunas y exámenes contra la enfermedad.

“Con esas informaciones podremos tratar de comprender porque el virus prefiere infectar las células neuronales de niños en lugar de adultos, y en este caso, de las mujeres embarazadas”, explicó el profesor Renato Santana, quien integra el grupo de investigación.

Los científicos del laboratorio de UFRJ también consiguieron aislar el zika en el cerebro de fetos con microcefalia que murieron en Paraíba poco después de su nacimiento.

El Ministerio de Salud cree que fueron infectadas la mayoría de las madres que tuvieron bebés y cuyo diagnóstico final fue “microcefalia y/o alteraciones del sistema nervioso central con señales de infección congénita”. Los investigadores también barajan la posibilidad de que el zika pueda provocar otras malformaciones en fetos.

Ansur

Pesquisadores da UFRJ anunciam sequenciamento completo do genoma do zika

Pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) anunciaram que fizeram pela primeira vez no Brasil o sequenciamento completo do genoma do zika encontrado no líquido amniótico de grávidas de Campina Grande, na Paraíba. O estudo será publicado nos próximos dias na revista científica Lancet. A pesquisa abre caminho para o entendimento do comportamento do vírus no organismo e para o desenvolvimento de vacinas e terapias.

Dois dos oito bebês acompanhados pela médica Adriana Melo depois que exames revelaram má-formação cerebral morreram. No cérebro das crianças mortas, os cientistas também isolaram o zika. A descoberta foi feita no sábado. A pesquisadora trabalha no Instituto de Pesquisa Professor Joaquim Amorim Neto, em Campina Grande (PB).

“O que causou maior surpresa foi a permanência a longo prazo do vírus no organismo da criança, durante a gestação inteira, em contraste com casos que já tínhamos visto no Recife, em que não se conseguiu isolar o vírus após o nascimento”, afirmou o pesquisador Amílcar Tanuri, do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, que fez o sequenciamento do genoma do zika no líquido amniótico.

“Agora vamos analisar o perfil da expressão dos genes das células nervosas alteradas pelos vírus. Vamos tentar uma colaboração com um grupo da USP que tem experiência nessa área”.

Na próxima etapa da pesquisa, os cientistas vão também sequenciar o genoma do vírus encontrado no cérebro para comparar com o que foi encontrado no líquido amniótico. “É mais uma pecinha que de encaixa nesse quebra cabeça para desvendar a causalidade entre zika e microcefalia. Tudo isso se une aos esforços de outros grupos”, afirmou o virologista Rodrigo Brindeiro, também do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ.

Vírus não é o africano

O sequenciamento do genoma do zika no líquido amniótico já permite dizer que é o mesmo vírus que circula na Polinésia Francesa e na Colômbia. Não é o vírus africano.

O estudo também envolve grupos integrados pelos pesquisadores Patrícia Garcez, do Laboratório de Neuroplasticidade da UFRJ e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino; Ana Bispo, do Laboratório de Flavivírus da Fiocruz; e Lorraine Campanati de Andrade, do Laboratório de Morfogênese Celular da UFRJ.

Síndrome congênita da zika

O grupo do qual Brindeiro e Tanuri fazem parte quer agora sistematizar os dados para descrever o que eles chamam por ora de síndrome congênita da zika. Nessa síndrome, a microcefalia é apenas um dos sintomas. Os bebês que passaram por necropsia, por exemplo, tinham perímetro encefálico considerado normal. No entanto, apresentavam outros sinais: calcificações no cérebro, ventriculomegalia (ventrículos alargados, rigidez nas articulacões (atrogripose), cérebro pouco desenvolvido. “O que tinha no crânio era líquido encefalorraquidiano, basicamente”, afirmou Brindeiro.

Essas crianças morreram 48 horas depois do nascimento. As mães autorizaram a autópsia e o vírus foi detectado no cérebro a partir de testes de biologia molecular. Das outras seis crianças acompanhadas, quatro não tinham o vírus. Duas sobreviveram e agora os pesquisadores vão estudar outros tecidos, como a placenta e o cordão umbilical.

“Essas descobertas são mais uma forte evidência da associação entre o zika e a microcefalia. Falta a evidência mais direta que explica como o vírus age para causar a síndrome”, afirmou a neurocientista Patrícia Garcez, da UFRJ e do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, que participa do grupo se cientistas.

uol


Volver