Estudantes, professores e trabalhadores da USP, Unesp e Unicamp realizam um ato contra os cortes na educação. Entre as reivindicações, estão a retomada da contratação de docentes e funcionários.

Em entrevista à repórter Aneliza Moreira, da Rádio Brasil Atual, a estudante de Letras da Universidade de São Paulo (USP) e diretora do centro acadêmico Jéssica Antunes afirma que a luta é unificada entre as três universidades. “O objetivo principal do protesto é pressionar as três reitorias das estaduais paulistas. Estamos levantando a luta com greves e ocupações. É uma luta unificada contra o desmonte que as três universidades têm sofrendo por causa dos cortes nacionais e estaduais na educação.”

O prédio de Letras da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP foi ocupado na noite da última quinta-feira (12). A estudante afirma que não há data para a desocupação enquanto não houver a contratação de professores. “Nós da USP vamos levar a questão da contratação de professores e de funcionários que foram congelados na universidade, que está impedindo as pesquisas. Outros cursos já nos procuraram e também ocupação suas unidades. A ideia é que surjam novas ocupações e não pretendemos desocupar os prédios.”

Nesta tarde, os estudantes tentarão abrir negociação com as reitorias. “Vamos à sede do do Conselho de reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) e permanecer lá fora durante a reunião para pressionar e ver como os representantes das reitorias encaminharão nossas reivindicações, porque não desocuparemos e também nem encerraremos a greve, enquanto nossas pautas não forem atendidas.”

Os estudantes também deram apoio à greve de funcionários da USP, que se iniciou na última quinta-feira. “Eles estão em uma situação complicada. Muitos deles que trabalham em bandejões ou em outras áreas estão adoecendo pela sobrecarga de trabalho. Então, não tem como desistirem dessa pauta.”

Red Brasil Atual


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